Uma Análise ampla da tributação de cigarros no Brasil
Paes, Nelson Leitão
O documento é disponibilizado pela fonte de origem, que mantém a versão integral e as condições de uso.
Resumo
Este artigo apresenta um apanhado dos principais custos associados ao cigarro, cotejando-se com a estratégia da tributação adotada, bem como as restrições existentes representadas pelo contrabando e pelo mercado ilegal. Estimativas apontam que o custo econômico do cigarro no Brasil é 0,5% do produto interno bruto (PIB). No lado das receitas, observa-se que nem sempre o uso de alíquotas elevadas representa uma maneira efetiva de aumento nos preços e desestímulo no consumo. As dificuldades impostas pelo mercado ilegal podem se constituir em um formidável obstáculo, como mostra o caso brasileiro, no qual o contrabando e a produção informal são responsáveis por quase 30% do mercado. A conclusão que se chega é que a tributação no Brasil é um instrumento muito mais frágil que em outros países no esforço de redução do consumo de cigarros, o que requer que o país continue investindo em outras formas de desestimular o fumo.
Ficha do documento
- Tipo
- Artigo científico
- Ano
- 2017
- Instituição
- Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
- Fonte
- Repositório do Ipea
- Idioma
- Português
- Acesso
- Acesso aberto
- Identificador
- oai:repositorio.ipea.gov.br:11058/7989
- Licença
- Licença Comum
- Abrangência
- Brasil
Conteúdos relacionados
- RelatórioCompetitividade e tributação na indústria de construção naval brasileiraInstituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)Diretoria de Estudos e Políticas Setoriais de Inovação e Infraestrutura (Diset · 2014
- RelatórioEstrutura de custos, tributação e competitividade na indústria de construção navalInstituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Diretoria de Estudos e Políticas Setoriais de Inovação e Infraestrutura (Diset) · 2014
- LivroEfeitos de um aumento na taxação de bebidas alcoólicas e fumoIpea · 1994
- LivroImpactos esperados da reforma da tributação indireta na produtividade e no crescimentoIpea · 2026