The Von Der Leyen agreement and Brazil's
Flôres Junior, Renato Galvão
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Resumo
Depois de ouvir, sem fazer um único comentário, o Presidente dos Estados Unidos atacar repetidamente a energia eólica como opção dentro do portfólio de energia sustentável, a líder da campeã internacional na defesa de uma geração de energia mais limpa concluiu um chamado acordo comercial com o falante presidente. Com a mesma expressão que manteve durante a reprimenda anterior, a Sra. von der Leyen assinou e anunciou um acordo, coroando toda a questão das supertarifas, com um sorriso forçado; as veias dilatadas em seu pescoço revelando melhor do que palavras o calvário pelo qual havia passado. Apesar disso e de outros sinais físicos — tema para analistas que não os que escrevem Notas Relâmpago (Flash Notes) —, a líder da UE anunciou que se tratava de um bom acordo, garantindo, entre outras coisas, energia confiável e bon marché (barata) — precisamente um dos pontos fracos da campeã ambiental. O Acordo von der Leyen permite que produtos norte-americanos entrem com tarifa zero nas zelosas e excessivamente reguladas fronteiras da União Europeia, enquanto, na direção oposta dos fluxos comerciais, as exportações europeias enfrentam uma tarifa ad valorem de 15% ao chegar à “nação indispensável”¹. Outras restrições — detalhadas adiante — somam-se a esse cenário, compondo um palco de dócil aquiescência. O acordo energético associado, em particular, levou críticos dentro e fora da esfera da UE a se perguntarem se a Sra. von der Leyen estava em pleno uso de suas faculdades racionais. Isso levou o normalmente profissional e discreto presidente russo a comentá-lo com um sorriso diplomático; seu conceito de bons contratos de energia era inovador. Sustentando seus anúncios estavam os argumentos de que o ponto de partida das negociações era muito pior — a primeira e geralmente grosseira chamada de atenção do outro lado do Atlântico anunciava que tarifas de 35% seriam impostas porque... bem, porque eles queriam — do que o resultado final; e também o mantra de que o desacoplamento total da Rússia, especialmente no que diz respeito à dependência energética, era um objetivo central da UE para o bem-estar de seus cidadãos, o propósito final de sua cruzada.
Ficha do documento
- Tipo
- Outro
- Ano
- 2025
- Instituição
- Fundação Getulio Vargas
- Fonte
- Repositório da FGV
- Idioma
- Inglês
- Acesso
- Acesso aberto
- Identificador
- oai:repositorio.fgv.br:10438/39532
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