The relation between working capital, companies’ profitability and shareholder value creationevidence from Brazilian listed industrial companies
Bernardes, Gustavo Alexandre Gomes
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Resumo
O principal objetivo deste estudo foi avaliar em que medida a gestão do capital de giro - representada pelo índice Ciclo de Conversão de Caixa - está relacionada a uma maior lucratividade e uma melhor percepção de valor pelos acionistas e pelo mercado - medido pelo Q de Tobin. As hipóteses centrais são: (1) as empresas com menor Ciclo de Conversão de Caixa apresentam maior lucratividade e (2) as empresas com menor Ciclo de Conversão de Caixa apresentam maior geração e percepção de valor para os acionistas. Este estudo utilizou um banco de dados extraído do sistema Economática, com dados financeiros de 46 empresas listadas no Índice INDX (Índice do Setor Industrial da BM&FBOVESPA com data base de 18 de abril de 2018), que representam as ações mais representativas entre as empresas industriais no Brasil. As regressões aqui apresentadas foram construídas utilizando o método de dados em painel, cujos dados foram extraídos em uma base entre o período de 1986 a 2017, totalizando 31 anos. Análises de regressão foram feitas para estimar a relação entre as variáveis, usando os modelos de Mínimos Quadrados Ordinários (MQO) e Efeitos Fixos. Os resultados mostram fortes evidências de que as empresas industriais no Brasil que possuem um ciclo de conversão de caixa mais curto também apresentam (1) maior lucratividade e (2) maior criação e percepção de valor para seus acionistas. Através da quebra do Ciclo de Conversão de Caixa em seus componentes (Prazo Médio de Estocagem, Prazo Médio de Pagamento e Prazo Médio de Recebimento), o estudo encontrou relação negativa e significante entre lucratividade e geração de valor com o Prazo Médio de Estocagem, sugerindo que empresas com menor média de dias de estoque apresentam maior rentabilidade e geram maior percepção de valor para os acionistas. Os resultados também mostram uma relação positiva e significante entre o Prazo Médio de Pagamento tanto com o Lucro Operacional Bruto quanto com o Q de Tobin, indicando que as empresas que possuem prazos de pagamento mais alongados apresentam maior rentabilidade e maior geração e percepção de valor para os acionistas. A pesquisa também encontrou uma relação negativa estatisticamente significante entre o Prazo Médio de Recebimento e o Q de Tobin, sugerindo que as empresas com menor período médio de recebimento apresentam maior percepção de valor. O estudo não encontrou uma relação estatisticamente significante entre o Prazo Médio de Recebimento e o Lucro Bruto Operacional. De acordo com a pesquisa, dos três componentes do ciclo de conversão de caixa, o Prazo Médio de Pagamento apresentou a maior relação com rentabilidade e com a percepção e criação de valor, seguido pelo Prazo Médio de Estocagem e Prazo Médio de Recebimento.
Ficha do documento
- Tipo
- Dissertação
- Ano
- 2018
- Instituição
- Fundação Getulio Vargas
- Fonte
- Repositório da FGV
- Idioma
- Inglês
- Acesso
- Acesso aberto
- Identificador
- oai:repositorio.fgv.br:10438/24718
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