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Dissertação

The emergence of Islamic financean exploratory study of Brazil

Abduni, Leila Mohamad

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Resumo

As finanças islâmicas têm sido um tema recorrente a nível mundial, chamando a atenção dos muçulmanos e não-muçulmanos. Defende um sistema financeiro que segue a sharia (lei islâmica), que é orientada por princípios éticos e justiça social. A principal proibição geralmente ligada às finanças islâmicas é a dos juros, mas há muito mais para isso. Oferece um portfólio de produtos e serviços que competem com os existentes no sistema convencional, no entanto estes preservam os princípios islâmicos. Apesar do alcance global, as finanças islâmicas não entrar no Brasil nem na América Latina como aconteceu na Europa e na Ásia especialmente. Portanto, este artigo tenta revelar o que está por trás desse sistema financeiro e tentar encontrar maneiras de tornar possível a sua introdução no Brasil. Para alcançar isso, realizou-se uma pesquisa qualitativa orientada pelo estudo de países que introduziram as finanças islâmicas, e entrevistas feitas com os principais atores do Brasil ligados às finanças islâmicas. Os resultados da pesquisa refletiram parcialmente a perspectiva da academia, do ‘expert’ do mercado brasileiro e do setor financeiro islâmico, dado que cada entrevistado representava uma ou mais dessas categorias. Isso foi aprimorado com a junção das conclusões gerais extraídas dos estudos de caso apresentados, tirando as principais lições de suas experiências. Um sistema de codificação foi desenvolvido para filtrar e organizar os resultados. Em termos de oportunidades que as finanças islâmicas têm no Brasil, o que mais se destaca é a forte relação entre o Brasil e os países árabes (praticantes das finanças islâmicas), especialmente nas exportações, que representam situações em que as finanças islâmicas poderiam ser adotadas para intermediar no financiamento. Os obstáculos que impedem que isso aconteça são muitos e estão principalmente ligados à falta de familiaridade com o assunto no mercado e ao ambiente delicado que o Brasil se encontra, o que não é favorável a novos projetos ou investimentos. Os próprios procedimentos das finanças islâmicas são complicados e difíceis, o que torna o processo de introdução mais complexo. Diante disso, há muitas medidas que podem ser tomadas já para incentivar a introdução das finanças islâmicas no Brasil ou mesmo realizar algumas operações financeiras islâmicas isoladas. Murabahah é um exemplo de um contrato de ‘cost plus’ que pode ser usado pelos exportadores para vender suas commodities no exterior e o sukuk é um método alternativo para arrecadar dinheiro com certificados respaldados por ativos. Essas duas operações podem ser adotadas por empresas brasileiras, porém precisam ser conduzidas no exterior devido à complicações regulatórias. Para o longo prazo, ter especialistas e profissionais interessados nas finanças islâmicas, compartilhando seus conhecimentos sobre assunto e explorando mais profundamente o assunto em seu local de trabalho abrirá oportunidades para as empresas para as quais trabalham e será um incentivo para a futura adoção das finanças islâmicas por parte de outros. As entidades que também trabalham para a promoção das indústrias halal (compatíveis com a sharia) – que podem ser consideradas um combustível para as finanças islâmicas – e aprimorando as relações entre o Brasil e os países árabes, ajudarão à reduzir a lacuna e na familiarização dos dois lados com as oportunidades disponíveis.

Ficha do documento

Tipo
Dissertação
Ano
2018
Instituição
Fundação Getulio Vargas
Idioma
Inglês
Acesso
Acesso aberto
Identificador
oai:repositorio.fgv.br:10438/23913

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