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Estudo

Renda e pobrezaos impactos do Plano Real

Rocha, Sonia

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Resumo

Os resultados bem-sucedidos do Plano Real no controle da inflação suscitam o interesse em relação aos seus efeitos sobre a pobreza absoluta, isto é, sobre a subpopulação cujo rendimento familiar per capita se situa aquém do mínimo indispensável para atendimento das necessidades básicas no âmbito do consumo privado. Dadas as restrições quanto à disponibilidade de informações estatísticas adequadas para análise dessa questão no período após julho de 1994, optou-se por recorrer à Pesquisa Mensal de Emprego (PME/IBGE) como fonte de microdados. Por esta razão, a primeira seção discute a questão metodológica, tendo por base indicadores de pobreza obtidos a partir da PME e da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD/IBGE) para uma mesma data de referência em 1990. Para o período pós-real e utilizando apenas a PME, foi examinada a evolução dos indicadores de pobreza para quatro datas nas seis regiões metropolitanas. Apesar de situações locais diferenciadas em termos de incidência de pobreza absoluta e de progressos realizados no período, observa-se a consistente redução da proporção de pobres, tendo como contrapartida o agravamento da intensidade de pobreza medida pelo hiato da renda. No entanto, o indicador sintético, considerando simultaneamente os três aspectos da pobreza, revela que houve melhora inequívoca no período.

Ficha do documento

Tipo
Estudo
Ano
1996
Instituição
Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
Idioma
Português
Acesso
Acesso aberto
Identificador
oai:repositorio.ipea.gov.br:11058/2048
Licença
Licença Padrão Ipea
Abrangência
Brasil

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