Relatório de Inteligência Digital #10 - Pixo debate nas plataformas digitais
Piaia, Victor Rabello; Sabbatini, Leticia; Carvalho, Mariana; Barboza, Polyana; Contente, Renato; Santos, Denisson
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Resumo
Pix, protagonista digital: alcance de 150 milhões em menos de uma semana Resposta rápida do governo não impede desinformação até agora. A crise sobre a suposta taxação de transações acima de R$ 5 mil no Pix segue gerando desgaste ao governo federal, apesar da mobilização para desmentir as fake news por parte do governo e de influenciadores progressistas. A partir da uma narrativa de excesso de tributos e “controle estatal”, a oposição segue alimentando as redes com críticas ao governo e conteúdos desinformativos sobre a taxação do Pix, rapidamente disseminados no Instagram e WhatsApp. No X, esse grupo reuniu mais de 56% dos perfis e 60% das interações no debate, com protagonismo de lideranças políticas e de influenciadores ligados ao mercado financeiro. Desmentido sobre taxação é incorporado às dúvidas: população segue sem saber se vai pagar imposto. As respostas do governo aos conteúdos desinformativos geraram mais dúvidas e fortaleceram narrativas equivocadas. A principal preocupação do público é sobre o Imposto de Renda: embora pareça clara a ausência de taxação do Pix, não está claro se as informações serão usadas para fins tributários. Esse ponto tem sido explorado pela oposição, que intensifica o engajamento com a narrativa de que o governo busca cobrar imposto de renda de pequenos comerciantes, cujas movimentações financeiras nem sempre refletem lucro. A resposta do secretário da Receita, Robson Barreirinhas, de que a medida não afeta os trabalhadores autônomos, circula de forma lateral, especialmente em perfis de mídia. Dinâmica das plataformas ainda desafia resposta institucional Apesar da agilidade na resposta institucional do governo e do bom desempenho de vídeos desmentindo a taxação do Pix publicados por páginas da EBC, do Governo do Brasil e da própria Presidência, esses conteúdos ainda têm dificuldades de capilarização nos diferentes nichos do ambiente digital, em especial aqueles em que as narrativas de oposição já estão bem estabelecidas. Nesse sentido, é necessário um acompanhamento constante da circulação da desinformação e de estratégias de comunicação pensadas especificamente para o ambiente digital e seus diferentes nichos.
Ficha do documento
- Tipo
- Relatório
- Ano
- 2025
- Instituição
- FGV ECMI
- Fonte
- Repositório da FGV
- Idioma
- Português
- Acesso
- Acesso aberto
- Identificador
- oai:repositorio.fgv.br:10438/36578
- Temas
- EconomiaTecnologia
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