(Pseudo) ciência e esfera pública
Ruediger, Marco Aurélio; Grassi, Amaro; Piaia, Victor Rabello; Almeida, Sabrina Karlla Oliveira de; Dourado, Tatiana; Carvalho, Danilo; Canavarro, Marcela; Dienstbach, Dalby; Cordeiro, Maria Sirleidy
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Resumo
O estudo analisa publicações do Twitter que reivindicam o status científico para trazer argumentos de autoridade a mensagens sobre a Covid-19, incluindo adesão ou crítica a medidas protetivas, aplicação ou não de vacinas e grau de periculosidade do vírus, entre outros. Os 3,3 milhões de posts que compõem o corpus da pesquisa foram publicados entre janeiro e maio de 2021. Dos quatro clusters identificados, o que mais angariou engajamento pautou principalmente a defesa do tratamento precoce, situando-se no campo do conservadorismo de direita em alinhamento com o governo Jair Bolsonaro. Os três outros clusters reagiram a isso, o que incluiu profissionais de saúde, autoridades sanitárias, epidemiologistas, jornalistas, além de influenciadores progressistas e de esquerda. No grupo alinhado ao governo, a longevidade de links que apelam à ciência para argumentar sobre a Covid-19 foi 150% maior do que nos outros três clusters identificados, o que aponta que, mesmo nem sempre observando parâmetros de método científico para embasar sua argumentação, o cluster da direita conservadora explora o status da ciência para defender seus pontos de vista.
Ficha do documento
- Tipo
- Outro
- Ano
- 2021
- Instituição
- Fundação Getulio Vargas
- Fonte
- Repositório da FGV
- Idioma
- Português
- Acesso
- Não informado
- Identificador
- oai:repositorio.fgv.br:10438/31148
- Temas
- Saúde
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