Proporcionalidades e exclusão no sistema político-eleitoral brasileiro
Tafner, Paulo
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Resumo
Este texto analisa e discute particularidades do sistema político-eleitoral brasileiro que distorcem a vontade do eleitor expressa nas urnas, examina algumas modalidades de desproporcionalidade eleitoral — diferença entre a proporção de votos recebidos e de representação parlamentar — e estima o número de eleitores que têm seu voto “desconsiderado” no sistema eleitoral. Destaca serem mais de oito milhões de eleitores excluídos em nosso país, colocando o Brasil entre os mais excludentes sistemas democráticos do mundo. O texto simula uma “nova” Câmara, caso fossem modificadas duas das atuais regras eleitorais: desproporção de representação entre as unidades federativas e participação partidária proporcional aos votos de cada partido, quando esses disputassem coligados. Obtém, com isso, expressiva redução na desproporcionalidade eleitoral, colocando o país no grupo de países que apresentam menor desproporcionalidade e reduzindo, a menos da metade, o total de excluídos eleitorais.
Ficha do documento
- Tipo
- Estudo
- Ano
- 1996
- Instituição
- Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
- Fonte
- Repositório do Ipea
- Idioma
- Português
- Acesso
- Acesso aberto
- Identificador
- oai:repositorio.ipea.gov.br:11058/1964
- Licença
- Licença Padrão Ipea
- Abrangência
- Brasil
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