Políticas de estabilização na América Latinamodelos de uso corrente e suas experiências fracassadas
Cardoso, Eliana A.
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Resumo
O artigo apresenta modelos de estabilização utilizados na América Latina durante os últimos 30 anos. A segunda seção desenvolve um modelo de equilíbrio interno e externo e discute as implicações de programas ortodoxos, à moda do Fundo Monetário Internacional. A terceira seção revê o monetarismo global utilizado na década de 70 na Argentina e no Chile. A quarta seção descreve e critica o modelo da economia "reprimida". O artigo conclui com referências à escola estruturalista. Os modelos discutidos não foram bem-sucedidos em suas diversas experiências na América Latina. O fracasso do monetarismo global tornou-se evidente em começos da década de 80, com as crises de desemprego e do balanço de pagamentos na Argentina e no Chile. Por outro lado, a medicina ortodoxa de corte de deficits públicos e desvalorização cambial encontra forte resistência social, já que provoca desemprego e queda do salário real, colocando a carga dos reajustes econômicos sobre os ombros dos assalariados. O artigo sugere que a medicina ortodoxa, se combinada ao controle de preços, poderia ser mais bem-sucedida, mas que a solução dos problemas atuais só virá com a recuperação econômica mundial.
Ficha do documento
- Tipo
- Artigo científico
- Ano
- 1983
- Instituição
- Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
- Fonte
- Repositório do Ipea
- Idioma
- Português
- Acesso
- Acesso aberto
- Identificador
- oai:repositorio.ipea.gov.br:11058/6275
- Licença
- Licença Comum
- Abrangência
- América Latina
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