Padrões setoriais da proteção na economia brasileira
Pinheiro, Armando Castelar; Almeida, Guilherme Bacha de
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Resumo
Identifica padrões setoriais na proteção à industria brasileira. Inicialmente, revê-se esta política no período 1958/93, a partir de estimativas encontradas na literatura para as medidas mais comuns de barreiras tarifárias e não tarifárias às importações. Conclui-se que a ordenação setorial da proteção permaneceu relativamente estável, especialmente no que tange à tarifa legal. Ainda assim, observa-se uma mudança no padrão de proteção a partir da reforma de junho de 1988. Até então, os setores não intensivos em tecnologia, com relação CIF/FOB das importações mais altas, e com relação capital/trabalho, produtividade da mão de obra, salários, concentração industrial e escala eficiente mínima baixas eram mais protegidos. Em todo o período, os setores mais rentáveis e com maior participação de empresas privadas de capital nacional usufruíram de maiores barreiras contra as importações. Desde o segundo semestre de q988, contudo, a dispersão setorial da proteção caiu, descontinuando a vantagem de que gozavam esses setores.
Ficha do documento
- Tipo
- Estudo
- Ano
- 1994
- Instituição
- Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
- Fonte
- Repositório do Ipea
- Idioma
- Português
- Acesso
- Acesso aberto
- Identificador
- oai:repositorio.ipea.gov.br:11058/2462
- Licença
- Licença Padrão Ipea
- Abrangência
- Brasil; 1958-1994
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