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Artigo científico

Os erros que Unger não cometeu

Rodriguez, Caio Farah

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Resumo

Este artigo sugere que a indiferença quase total do pensamento jurídico brasileiro ao pensamento jurídico desenvolvido por Roberto Mangabeira Unger resulta, ao menos em parte, da dificuldade em identificar como ele responde às formas de raciocínio jurídico predominantes na doutrina jurídica brasileira contemporânea. Com vistas a intensificar a discussão do pensamento jurídico de Unger no Brasil, o artigo descreve um conjunto de práticas analíticas, indubitavelmente sérias e relevantes no pensamento jurídico brasileiro, que designamos, uma vez divisada sua surpreendente unidade, por 'estratégia interpretativista', que diverge frontalmente da abordagem proposta por Unger e por comparação à qual se pode divisar a direção e possível utilidade do pensamento deste ao direito brasileiro. Fundamentalmente, o objetivo crítico e transformador que parece subjazer à estratégia interpretativista (ilustrada por um tema exemplar, o mínimo existencial que deve ser assegurado a cada indivíduo) sucumbe ou se atenua pela restrição dos pressupostos institucionais -- e, mais especificamente, à reduzida possibilidade de inovação institucional -- a que subscreve, explícita ou implicitamente.

Ficha do documento

Tipo
Artigo científico
Ano
2011
Instituição
Editora FGV e Editora Fórum
Idioma
Português
Acesso
Acesso aberto
Identificador
oai:repositorio.fgv.br:10438/26986

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