Logo
Estudo

O jogo dos sete mitos e a miséria da segurança pública no Brasil

Cerqueira, Daniel Ricardo de Castro; Lobão, Waldir Jesus Araújo; Carvalho, Alexandre Xavier Ywata de

O documento é disponibilizado pela fonte de origem, que mantém a versão integral e as condições de uso.

Resumo

O número de homicídios no Brasil vem crescendo, desde 1980, a uma taxa média anual de 5,6%, o que resultou em cerca de 800 mil assassinatos nos últimos 25 anos. Por que o Estado e a sociedade assistem à degradação das condições de segurança pública? Neste artigo, discutimos três hipóteses que explicam tal situação: a) falta de recursos; b) inexistência de tecnologias e métodos eficazes de prevenção e controle do crime; e c) ausência de real interesse em resolver a questão, tendo em vista que ações efetivas implicariam possível perda de status quo para determinados grupos sociais. Argumentaremos que as duas hipóteses iniciais não poderiam, por si, constituir elementos que explicariam a hipercriminalidade brasileira, se examinadas à luz de inúmeras experiências bem-sucedidas em vários países desenvolvidos e emergentes que fizeram diminuir a criminalidade. Por outro lado, a maior evidência da falta de interesse para equacionar o problema é a inexistência quase absoluta de indicadores precisos de segurança pública, o que fez emergir inúmeros “mitos” que remetem as responsabilidades da insegurança pública a variáveis externas ao controle das autoridades responsáveis. Com base em resultados de várias pesquisas, analisamos a dinâmica dos homicídios no Brasil e suas causas, de modo a desconstituir vários desses mitos.

Ficha do documento

Tipo
Estudo
Ano
2005
Instituição
Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
Idioma
Português
Acesso
Acesso aberto
Identificador
oai:repositorio.ipea.gov.br:11058/1778
Licença
Licença Comum
Abrangência
Brasil; 1980-2004

Conteúdos relacionados

Voltar à Biblioteca
Logo