O espaço setorial-ocupacional revela a estratificação socioeconômica no Brasil
Hartmann, Dominik; Jara-Figueroa, Cristian; Kaltenberg, Mary; Gala, Paulo
O documento é disponibilizado pela fonte de origem, que mantém a versão integral e as condições de uso.
Resumo
A estratificação social é determinada não só por renda, nível educacional, raça e gênero, mas, também, pelas características do emprego de cada pessoa e pela posição que ocupa na estrutura setorial. Partindo de um conjunto de dados de 76.6 milhões de trabalhadores brasileiros e de métodos da ciência de redes, mapeamos o Espaço Setorial-Ocupacional Brasileiro (“Brazilian Industry-Occupation Space” – BIOS). O BIOS mede em que grau 600 ocupações co-aparecem em 585 setores, resultando em uma rede complexa que demonstra como as comunidades setoriais-ocupacionais fornecem informações importantes sobre a segmentação em rede da sociedade. Demonstramos que gênero, raça, nível educacional e renda se concentram de forma desigual na estrutura centroperiferia do BIOS. Identificamos 28 comunidades setoriais-ocupacionais na estrutura em rede do BIOS e relatamos sua contribuição para a desigualdade de renda total no Brasil. Finalmente, quantificamos a pobreza relativa interna e externa dessas comunidades. Em suma, o BIOS revela como a associação de setores e ocupações ajuda a mapear as classes sociais e entender a desigualdade no Brasil.
Ficha do documento
- Tipo
- Estudo
- Ano
- 2019
- Instituição
- Escola de Economia de São Paulo
- Fonte
- Repositório da FGV
- Idioma
- Português
- Acesso
- Acesso aberto
- Identificador
- oai:repositorio.fgv.br:10438/27537
Conteúdos relacionados
- DissertaçãoMarriages, Educational Attainment and Intergenerational MobilityFundação Getulio Vargas · 2024
- DissertaçãoDesenvolvimento do sistema financeiro, crescimento e desigualdadeFundação Getulio Vargas · 2019
- Artigo científicoDesigualdade e pobreza em altaFundação Getulio Vargas · 2017
- RelatórioO Dilema do BrasileiroFGV DAPP · 2017