Leases of low-value assetshow are companies and jurisdictions approaching the lack of guidance in IFRS 16?
Rocha, Marcelo De Grande
O documento é disponibilizado pela fonte de origem, que mantém a versão integral e as condições de uso.
Resumo
Esta pesquisa investiga como as entidades abordam a ausência de uma definição no CPC 06 - Arrendamento Mercantil sobre ativos de baixo valor. Desenvolvemos quatro estratégias para coletar e analisar dados. Primeiramente, realizamos uma análise de conteúdo das cartas-comentário enviadas ao IASB’s 2013 Exposure Draft, com o objetivo de encontrar a origem da isenção de reconhecimento. Em segundo lugar, aplicamos uma pesquisa com autoridades jurisdicionais de países que usam IFRS, com o objetivo de saber como eles têm regulamentado o tema. Em seguida, realizamos uma análise de conteúdo das notas às demonstrações financeiras de 2020 publicadas pelas companhias brasileiras, com o objetivo de identificar como implementaram a isenção e como os auditores reagiram. Por fim, aplicamos uma pesquisa com profissionais de Relações com Investidores. A principal conclusão de nossa pesquisa mostra que o IASB não aplicou conceitos apropriados para justificar os requisitos contábeis para os ativos de baixo valor. Especialmente sua contradição com o conceito de Materialidade, que é uma característica qualitativa fundamental de relevância e é específica para cada entidade. Por outro lado, a avaliação se um ativo é considerado de baixo valor não é afetada pelo tamanho, natureza ou circunstância do arrendatário. A análise das cartas comentário ao ED 2013 permitiunos compreender a concepção do conceito A análise de conteúdo das DFs e a pesquisa mostram que o CPC 06 foi implementado pela maioria das empresas brasileiras. Os resultados de ambas as metodologias também mostram que 96% das empresas pesquisadas usam um limite quantitativo para operacionalizar os ativos de baixo valor e 61% das empresas analisadas divulgaram em dezembro de 2020 o uso da isenção. A maioria das empresas no Brasil não divulgaram a despesa para arrendamentos de ativos de baixo valor. Este é o primeiro estudo a abordar o conceito de baixo valor do IFRS16 e esperamos que o conhecimento adquirido com esta pesquisa possa ser uma fonte relevante para o IASB quando se dedicar à revisão pós-implementação do IFRS 16 e de materialidade.
Ficha do documento
- Tipo
- Dissertação
- Ano
- 2022
- Instituição
- Fundação Getulio Vargas
- Fonte
- Repositório da FGV
- Idioma
- Inglês
- Acesso
- Acesso aberto
- Identificador
- oai:repositorio.fgv.br:10438/32300
- Temas
- Dados
Conteúdos relacionados
- DissertaçãoIFRS 16: o impacto nas empresas listadas no novo mercado da B3Fundação Getulio Vargas · 2020
- DissertaçãoThe expected impact of IFRS 16 on retail companiesFundação Getulio Vargas · 2019
- DissertaçãoThe impact of IFRS 16 on the lessees’ valuationFundação Getulio Vargas · 2019
- DissertaçãoNível de evidenciação de risco de crédito em bancosFundação Getulio Vargas · 2018