Justiça restaurativaum modelo democrático de reforma institucional?
Chinen, Juliana Kobata
O documento é disponibilizado pela fonte de origem, que mantém a versão integral e as condições de uso.
Resumo
Este artigo se propõe a refletir acerca da justiça restaurativa como um paradigma possível de reforma institucional no contexto brasileiro, diante dos inúmeros problemas estruturais existentes no sistema prisional. Inicialmente, será apresentado um diagnóstico da situação atual do sistema carcerário brasileiro e de impactos sofridos pelos indivíduos em cumprimento de pena privativa de liberdade. Em seguida, serão levantadas algumas possibilidades de reformas apresentadas por estudiosos e policy makers. Por fim, será apresentada a justiça restaurativa como alternativa ao modelo de justiça retributiva tradicional. A partir de uma breve explicitação do seu conceito e de seus valores, o objetivo é pensar se essa nova forma de lidar com o delito pode contribuir para um sistema de justiça criminal mais participativo e democrático, apontando-se desafios à implementação desse paradigma de justiça no Brasil. No final do texto, é feito um balanço da discussão apresentada, concluindo-se que a adoção da justiça restaurativa como possível reforma do sistema de justiça criminal brasileiro parece promissora, ainda que adotada de forma experimental e incremental e carente de estudos mais aprofundados que levem em conta as particularidades do país.
Ficha do documento
- Tipo
- Artigo científico
- Ano
- 2015
- Instituição
- Fundação Getulio Vargas
- Fonte
- Repositório da FGV
- Idioma
- Português
- Acesso
- Não informado
- Identificador
- oai:repositorio.fgv.br:10438/15261
- Temas
- Economia
Conteúdos relacionados
- DissertaçãoAspectos tributários da implementação das Normas Internacionais de Contabilidade (IFRS) no BrasilFundação Getulio Vargas · 2016
- DissertaçãoJustiça restaurativaFundação Getulio Vargas · 2012
- LivroPerspectivas da análise econômica do direito no BrasilFGV Direito Rio · 2022
- DissertaçãoCompras públicas para inovação e o desenvolvimentoFundação Getulio Vargas · 2021