Inclusão educacional na pandemia
Nacif, Paulo Gabriel; Mendes, Rodrigo; Lázaro, André; Evaristo, Macaé
O documento é disponibilizado pela fonte de origem, que mantém a versão integral e as condições de uso.
Resumo
Tendo como moderadora a coordenadora de implementação do Itaú Social, Sonia Dias, e como palestrantes o diretor de políticas públicas da Fundação Santillana, André Lázaro, a professora, ex-secretária de educação de Minas Gerais e de Belo Horizonte e ex-secretária de diversidade e inclusão do Ministério da Educação Macaé Evaristo, o professor titular da Universidade Federal do Recôncavo Baiana (UFRB), presidente do Conselho Estadual de Educação da Bahia e também ex-secretário de diversidade e inclusão do MEC Paulo Gabriel Nacif e Rodrigo Mendes, superintendente do Instituto Rodrigo Mendes, este webinar trata de uma das mais tristes e cruéis dívidas sociais que o Brasil tem até hoje, passados mais de 500 anos de sua descoberta: a desigualdade social, que tem como um de seus corolários a exclusão educacional. Durante quase duas horas, os debatedores discutem como garantir acesso, permanência e aprendizado com equidade para crianças e jovens, independentemente de sua condição racial, étnica, socioeconômica ou por ter ou não alguma deficiência. Como sair da lógica da evasão e trabalhar a permanência dessas crianças? E como pensar numa permanência que não seja obrigatoriamente dentro de uma sala de aula? A infraestrutura existente nas escolas públicas de educação básica é incompatível com a necessidade de garantir segurança sanitária aos alunos. Até a pandemia, escolas chegavam a abrigar 40 alunos por sala de aula, número impensável em tempos de coronavírus. É mandatório, portanto, pensar em novos tempos e novos espaços para o processo ensino-aprendizagem. Uma das sugestões é seguir o exemplo de muitas escolas de educação do campo que trabalham com proposta pedagógica dividida em tempo-escola e tempo-comunidade, em que os estudantes passam períodos do ano letivo tendo aulas presenciais e outros períodos em que estudam em casa, já que precisam ajudar nos afazeres da comunidade. No entanto, para adotar um modelo semelhante, é preciso, antes, garantir uma política que universalize a inclusão e educação digital, com 100% de internet banda larga em todas as regiões do país, o que parece um sonho ainda distante, especialmente para as populações menos favorecidas Outras questões abordadas foram a reorganização do conteúdo curricular pós-pandemia, novas maneiras de trabalhar e de se agrupar e os protocolos a serem seguidos para a volta às aulas dos alunos com deficiências.
Ficha do documento
- Tipo
- Outro
- Ano
- 2020
- Instituição
- Fundação Getulio Vargas
- Fonte
- Repositório da FGV
- Idioma
- Português
- Acesso
- Não informado
- Identificador
- oai:repositorio.fgv.br:10438/29497
- Palavras-chave
- Educação básicaEducaçãoInclusão digital
Conteúdos relacionados
- DissertaçãoEducação profissional e vocações econômicas regionaisFundação Getulio Vargas · 2019
- RelatórioTrabalho, educação e juventude na construção civilFundação Getulio Vargas · 2011
- DissertaçãoInfluências das usinas hidrelétricas estruturantes em indicadores sociais, econômicos e educacionais no BrasilFundação Getulio Vargas · 2026
- LivroEmendas parlamentares ao FNDEIpea · 2026