Geopolítica do urâniopoder, soberânia e a nova ordem energética mundial
Guimarães, Leonam dos Santos
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Resumo
Este artigo analisa o papel estratégico do urânio na nova ordem energética global, abordando- o como vetor de soberania tecnológica e poder geopolítico. Da mineração ao reprocessamento, cada etapa do ciclo do combustível nuclear é examinada como uma camada de autonomia, cujo domínio determina a capacidade de uma nação produzir energia limpa, firme e independente. O estudo explora as assimetrias globais na produção de urânio e nas capacidades industriais, destacando a crescente influência do eixo sino-russo, os esforços do bloco ocidental para reorganizar suas cadeias de suprimento e a posição singular do Brasil, que reúne recursos, tecnologia e estabilidade institucional para completar seu ciclo nuclear. Com base em relatórios técnicos, tratados internacionais e estudos de caso comparativos, argumenta-se que a geopolítica do urânio não se limita ao acesso ao recurso mineral, mas estende-se ao domínio de tecnologias complexas e à diplomacia estratégica. No contexto da transição energética e das exigências climáticas, o urânio ressurge como ativo geopolítico, cujo valor se mede não apenas em toneladas de minério, mas em sua capacidade de gerar energia limpa e autonomia política.
Ficha do documento
- Tipo
- Artigo científico
- Ano
- 2026
- Instituição
- Fundação Getulio Vargas
- Fonte
- Repositório da FGV
- Idioma
- Português
- Acesso
- Acesso aberto
- Identificador
- oai:repositorio.fgv.br:10438/39949
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