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Dissertação

Extending the technology acceptance model 3 to digital healthcareexploring citizen adaptability to telemedicine across national cultures

Ribeiro, Tirsa Maria Carelsz

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Resumo

O rápido crescimento das tecnologias digitais têm transformado indústrias, com a telemedicina se tornando uma solução chave para a prestação de serviços de saúde remotos. Embora a telemedicina ofereça benefícios como maior acessibilidade e redução do tempo de deslocamento, sua adoção varia conforme o contexto cultural. Esta dissertação explora como a cultura nacional influencia a adaptabilidade à telemedicina, aplicando as dimensões culturais de Hofstede e o Modelo de Aceitação de Tecnologia 3 (TAM3). O estudo foca em como indivíduos que já utilizam telemedicina percebem sua adoção, comparando Brasil e Países Baixos — países com características culturais distintas. Uma pesquisa com 112 respondentes (54 do Brasil e 58 dos Países Baixos) avaliou as percepções sobre a telemedicina. Os principais construtos do TAM3, como utilidade percebida (PU), facilidade de uso percebida (PEOU) e percepções de controle externo, foram avaliados. A modelagem de equações estruturais (SEM) foi utilizada para analisar as relações e testar as hipóteses. Os resultados revelam diferenças culturais na adoção da telemedicina. Nos Países Baixos, caracterizados pelo individualismo e baixa distância de poder, a utilidade percebida teve uma forte ligação com a adoção da telemedicina (r=0,735, p=0,00), com autonomia e conveniência sendo altamente valorizadas. No Brasil, uma sociedade coletivista com maior distância de poder, a correlação entre utilidade percebida e adoção foi mais fraca (r=0,093, p=0,44), com fatores sociais como imagem desempenhando um papel mais significativo. A facilidade de uso percebida também foi maior nos Países Baixos (r=0,907, p=0,00) em comparação ao Brasil (r=0,214, p=0,02). O controle externo, como suporte técnico, foi mais influente no Brasil (r=0,522, p=0,00) do que nos Países Baixos (r=-0,345, p=0,29). Esses resultados sugerem que em culturas individualistas e de baixa distância de poder, como os Países Baixos, a adoção da telemedicina é impulsionada pela facilidade de uso e autonomia. Em culturas coletivistas e de alta distância de poder, como o Brasil, a aceitação social e o suporte externo são mais cruciais. O estudo destaca a necessidade de estratégias de telemedicina adaptadas culturalmente para uma adoção eficaz em diferentes populações.

Ficha do documento

Tipo
Dissertação
Ano
2024
Instituição
Fundação Getulio Vargas
Idioma
Inglês
Acesso
Acesso aberto
Identificador
oai:repositorio.fgv.br:10438/36201

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