Exploração e modelagem informacional de dados públicos de saúde
Alves, Marcos Antônio
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Resumo
Dados capazes de descrever populações são difíceis de serem construídos, em muitos casos a população é grande, diversa e muda, forçando constantemente a atualização de estatísticas observadas. Dados públicos de saúde executam um importante papel nesse caso, pois possuem alto volume, boa frequência e podem ser utilizados de forma secundária sem custo adicional para observar características inerentes à população atendida e tentar entender a dinâmica com a população real. A maior utilidade desses dados é o acompanhamento de doenças, suas classes, sua distribuição geográfica, sua relação com características
 populacionais, etc. Estes dados tornaram-se mais evidentes durante a pandemia de Covid, era extremamente comum o acompanhamento diário da percentagem de vacinados, novos casos, mortes, etc. Estes números eram e são utilizados como parâmetros para tomada de decisões como flexibilização de regras como uso de máscara e lotação de ambientes, ou até mesmo para descobrir a eficácia de um tipo de vacina e o impacto de políticas sanitárias como o lockdown. O departamento de informática do SUS (DATASUS) fornece uma grande quantidade de dados provenientes das unidades públicas de saúde e dos demais atendimentos realizados pelo SUS. O objetivo inicial da criação do DATASUS foi a implementação de um banco para registrar e compensar as unidades de saúde pelos gastos com atendimentos, com o passar dos anos o departamento se expandiu e diversos dados foram agregados à coleta, consolidando hoje o repositório em 5 bancos principais: SINAM, SINASC, SIM, SIA e SIH. O fato do DATASUS disponibilizar os microdados abre um leque de possibilidades para a exploração desses dados. A exploração desses dados pode ser feita de diversas maneiras, idealmente a criação de um banco particular aplicado ao objeto de análise modelado como um data warehouse; a extração, padronização e carregamento dos dados e a computação e visualização de dados analíticos fornecidos pelos microdados. O recorte orientado ao assunto facilita a exploração dos dados, permitindo níveis de agregação. Neste trabalho, modelamos e criamos um banco para os microdados do SIH orientado ao perfil do paciente e aos detalhes da ocorrência. Uma vez com o banco populado, geramos estatísticas descritivas que são a base para a análise de perfil dos pacientes e das internações. Estruturalmente, os campos utilizados apresentam boa completude e precisão. Entre as informações apontadas pelos dados, podemos ver um viés étnico na procura por atendimento em unidades públicas e o impacto da Covid na taxa de mortalidade por outros diagnósticos.
Ficha do documento
- Tipo
- Outro
- Ano
- 2022
- Instituição
- Fundação Getulio Vargas
- Fonte
- Repositório da FGV
- Idioma
- Português
- Acesso
- Não informado
- Identificador
- oai:repositorio.fgv.br:10438/33848
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