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Artigo científico

Experiências de controles do fluxo de capitaisfocando o caso da Malásia

Sicsú, João; Carvalho, Fernando J. Cardim

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Resumo

A proposta de remoção de controles de capital, isto é, a liberalização dos movimentos internacionais de capitais, defendida por vários economistas, alguns governos e, atualmente com certas ressalvas, pelo próprio Fundo Monetário Internacional (FMI), se apóia numa premissa infundada a respeito dos benefícios dessa medida – já que não existem trabalhos que apresentem resultados empiricamente sólidos que possam sustentar a defesa da liberalização financeira. A maioria dos economistas hoje em dia parece moverse dentro de um paradoxo, pelo qual se reconhece, por um lado, a prevalência de imperfeições de todo o tipo na operação das economias de mercado e, especialmente, dos mercados financeiros, mas, ao mesmo tempo, se supõe que a intervenção do Estado nesses mercados, longe de contribuir para a atenuação dessas imperfeições, só possa levar a problemas ainda maiores. Na verdade, esse aparente consenso entre economistas resulta menos da reflexão cuidadosa sobre os movimentos internacionais de capitais e a eficácia de controles que da aceitação acrítica, comum nas ortodoxias, de cânones como a superioridade dos mercados sobre a intervenção pública. Mais curiosamente ainda, dentre os que compartilham desse aparente consenso, encontramos motivações radicalmente opostas: para uns, controles de capitais são perda de tempo, porque acreditam eles que agentes privados são capazes de descobrir formas de evitá-los; para outros, controles são condenáveis porque reduzem a eficácia da economia. Um terceiro grupo defende as duas idéias simultaneamente, sem parecer perceber sua incompatibilidade.

Ficha do documento

Tipo
Artigo científico
Ano
2016
Instituição
Universidade Estadual de Campinas
Idioma
Português
Acesso
Não informado
Identificador
oai:ojs.periodicos.sbu.unicamp.br:article/8643032

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