Expansão da indústria de geração eólica no Brasiluma análise à luz da nova economia das instituições
Diniz, Tiago Barbosa
O documento é disponibilizado pela fonte de origem, que mantém a versão integral e as condições de uso.
Resumo
A capacidade de geração de energia eólica no Brasil aumentou de 27,1 MW, em 2005, para 10.740 MW, em 2016, ao mesmo tempo em que os preços diminuíram de R$ 365,56, nas primeiras usinas, para R$ 129,97, nos leilões realizados em 2014, e R$ 178,00, em 2015. Esse desenvolvimento ocorreu sob a égide de políticas públicas voltadas para fontes renováveis, em especial o Programa de Incentivos a Fontes Alternativas de Energia (Proinfa). O objetivo deste trabalho é investigar se tal crescimento foi sustentado pelo Estado via empresas vinculadas ou pelo investimento
 privado como resposta ao arranjo político-regulatório, no sentido estabelecido pela teoria da nova economia das instituições (NEI). Por meio da compilação e análise de informações sobre a cadeia societária de 719 usinas eólicas, verificou-se que, destas, 483 possuem sócios exclusivamente privados, ao passo que as demais 236 usinas têm o Estado em sua cadeia societária. Os resultados evidenciam que a maior parte dos projetos de geração eólica implantados no país durante os últimos dez anos foi conduzida pelo setor privado, reforçando que o arcabouço regulatório e institucional estruturado para o setor foi bem-sucedido em estimular os investimentos privados.
Ficha do documento
- Tipo
- Artigo científico
- Ano
- 2018
- Instituição
- Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
- Fonte
- Repositório do Ipea
- Idioma
- Português
- Acesso
- Acesso aberto
- Identificador
- oai:repositorio.ipea.gov.br:11058/8510
- Licença
- Licença Comum
- Abrangência
- Brasil
Conteúdos relacionados
- DissertaçãoSaneamento e desenvolvimento no BrasilFundação Getulio Vargas · 2023
- LivroBrasil em desenvolvimento 2014IPEA · 2014
- LivroProdutividade e má alocação de recursos no BrasilIpea · 2026
- LivroSistema de governança do FNOIpea · 2025