Essays on trade policy
Franco Junior, Marcos Ritel
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Resumo
Acordos comerciais têm sido um grande sucesso desde a década de 1950. Atualmente, a maioria dos países participa de acordos comerciais multilaterais, com membros da Organização Mundial do Comércio hoje responsáveis por mais de 95 % do comércio mundial. Além disso, a maioria dos países também é membro de acordos preferenciais de comércio - cada membro da OMC adere, em média, a outros vinte outros acordos preferenciais de comércio que permitem uma integração mais profunda entre parceiros. Esta dissertação investiga causas e consequências desse fenômeno. O primeiro capítulo investiga o que motiva acordos comerciais. Eu questiona a visão de que acordos comerciais são necessários porque países têm um incentivos a impor unilateralmente tarifas de importação para manipular seus termos de troca e obter ganhos de bem-estar às custas dos parceiros. Este é um dos argumento dominante em economia, a chamada teoria dos termos de troca. Eu avalio se as previsões dessa teoria são consistentes com os dados perguntando quais tarifas de importação países escolheriam se negociações comerciais multilaterais fossem desenhadas dentro dessa lógica. Motivado por evidências empíricas sobre tarifas e uma teoria de negociações comerciais, eu conduzo essa análise através de um modelo de gravidade quantitativo que simula cooperação parcial dentro da OMC. Comparando o modelo com os dados de 15 países durante a Rodada do Uruguai, eu observo que as tarifas médias contrafactuais são consistentes com os dados da União Européia, do Japão e dos EUA, os principais negociadores à época. Para outras economias, as escolhas tarifárias não implicam externalidades que sejam capazes de promover cooperação. O segundo capítulo analisa as conseqüências das regras do sistema mundial de comércio para países em desenvolvimento. Eu investiga os efeitos do Sistema Geral de Preferências, uma tipo de preferências tarifárias não recíprocas que se aplicam às exportações de países em desenvolvimento. Eu utilizo uma abordagem empírica através de equações da gravidade para estudar como essas preferências não recíprocas afetam exportações de países beneficiários. Em acordo com estudos existentes, os resultados mostram que o efeito médio de preferências não recíprocas é altamente instável de acordo com as diferentes especificações econométricas. No entanto, uma vez que eu permito efeitos heterogêneos, os resultados se tornam robustos e economicamente importantes. Especificamente, preferências não recíprocas têm um forte efeito nas exportações de beneficiários quando eles são membros da Organização Mundial do Comércio e são muito pobres. Já beneficiários não tão pobres também expandem as suas exportações, mas apenas se não forem membros da OMC. Para todos os outros, os efeitos médios das exportações são nulos.
Ficha do documento
- Tipo
- Tese
- Ano
- 2020
- Instituição
- Fundação Getulio Vargas
- Fonte
- Repositório da FGV
- Idioma
- Inglês
- Acesso
- Acesso aberto
- Identificador
- oai:repositorio.fgv.br:10438/29275
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