Logo
Artigo científico

Elasticidade emprego-produto no Brasil

Amitrano, Claudio Roberto

O documento é disponibilizado pela fonte de origem, que mantém a versão integral e as condições de uso.

Resumo

Esta nota apresenta claramente a mudança de patamar da relação entre as variações no
 nível de emprego e do produto. Nota-se que tanto no que se refere ao total de ocupações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) quanto para os dados de emprego da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), essa relação encontra, de um modo geral, valores superiores na década de
 2000 aos valores máximos verificados nos anos 1990. Um simples cálculo da elasticidade emprego-produto, com base na relação entre a variação do emprego informado pela Rais e a variação do produto a preços constantes de 2009 das contas nacionais, de 1996 a 1999 e de 2000 a 2010, mostra que, enquanto no primeiro, período a elasticidade emprego-produto era da ordem de 0,88, no período subsequente, este valor havia subido para algo em torno de 1,57. Em suma, os resultados indicam que as diversas atividades se comportaram de maneira bastante diferenciada no que tange à geração de emprego, produto e produtividade. No entanto, salta aos olhos o fato de que, ao final do período 2007-2009, dentre os segmentos mais dinâmicos, isto é, geradores de emprego, renda e de produtividade crescente, não se encontram atividades de alta intensidade tecnológica, para o caso da indústria, e intensivas em conhecimento, para o caso dos serviços.

Ficha do documento

Tipo
Artigo científico
Ano
2013
Instituição
Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
Idioma
Português
Acesso
Acesso aberto
Identificador
oai:repositorio.ipea.gov.br:11058/4308
Licença
Licença Comum
Abrangência
Brasil; 1996-1999; 2000-2010

Conteúdos relacionados

Voltar à Biblioteca
Logo