Desigualdade e bem‑estar no Brasil na década da estabilidade
Soares, Sergei Suarez Dillon; Osório, Rafael Guerreiro
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Resumo
Examina como mudanças nos preços relativos afetaram o bem‑estar e a desigualdade no Brasil entre 1995 e 2005, período marcado pela estabilidade monetária inaugurada pelo Plano Real. Os autores mostram que análises tradicionais, que utilizam deflatores únicos para toda a distribuição de renda, podem distorcer conclusões, visto que diferentes grupos consomem cestas de produtos distintas e enfrentam taxas de inflação variadas. Utilizando dados da POF, da Pnad e do IPCA, são construídos índices de preços específicos para cada centésimo de renda, revelando que a inflação acumulada no período foi “pró‑pobre”, atingindo mais intensamente os grupos de maior renda. Essa diferença altera o retrato da evolução do bem‑estar: enquanto a deflação homogênea indica avanço contínuo entre 1995 e 2005, a correção por preços específicos aponta perdas importantes, especialmente para os mais ricos, e mostra que o ganho agregado de bem‑estar é bem mais modesto. O estudo conclui que considerar os preços relativos modifica de forma significativa a interpretação das trajetórias de renda, desigualdade e bem‑estar no Brasil pós‑estabilização.
Ficha do documento
- Tipo
- Livro
- Ano
- 2006
- Instituição
- Ipea
- Fonte
- Repositório do Ipea
- Idioma
- Português
- Acesso
- Acesso aberto
- Identificador
- oai:repositorio.ipea.gov.br:11058/20024
- Licença
- Licença Comum
- Abrangência
- Brasil
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