Decisões de entrada das operadoras de petróleo no mercado de energias renováveisuma aplicação da teoria de opções reais
Gomes, Thiago Faggin Pereira
O documento é disponibilizado pela fonte de origem, que mantém a versão integral e as condições de uso.
Resumo
Esta dissertação avaliou a decisão de entrada das grandes operadoras de petróleo no mercado de energia renovável no Brasil. Em 2015 diversos países assinaram o tratado de Paris, se comprometendo em reduzir as emissões de gases na atmosfera, de maneira que a temperatura do planeta não aumente em 2º Celsius. Isso vem pressionando o mercado de combustíveis fósseis, que tem buscado se adaptar à essa nova realidade, e diversas estratégias têm sido tomadas pelas operadoras, algumas optando por entrar no mercado de energia elétrica renovável, enquanto outras optam por controlar as emissões de seus processos. Também é verdade que cada uma dessas empresas está executando essas estratégias em momentos diferentes, isto é, para algumas essa transição já começou, enquanto que outras ainda aguardam o melhor momento para fazê-lo. Após análise dos relatórios anuais de 2015 a 2019 quanto ao comportamento de suas receitas, CAPEX, investimento, e quantidade de subsidiárias, constatou-se que empresas como Total, Shell, Equinor tem tido uma iniciativa mais favorável que BP, Eni e Petrobras, a parte disso, Chevron e ExxonMobil têm preferido esperar. A metodologia de análise da decisão baseou-se na teoria das opções reais, no período 2020-2050 e através do modelo binomial multiperíodo em tempo discreto, para entender qual a fonte de energia renovável entre eólica offshore, eólica onshore, solar fotovoltaico, solar heliotérmico, nuclear e biomassa (bagaço de cana-de-açúcar) tem o melhor potencial de mercado e quando seria a melhor data de investimento, entre 2030, 2040 e 2050, nos cenários rapid, net zero e business as usual. Fez-se uma previsão dos preços do petróleo BRENT e da tarifa média de energia elétrica no Brasil até 2050. O valor presente líquido da opção foi ranqueado em todos os cenários, e todos e as opções de flexibilidade ficaram maiores que zero, portanto, não há robustez em nenhuma das fontes renováveis, e em nenhum cenário, para se investir neste momento, sendo preferível esperar. Exercitou-se também o método do valor presente líquido tradicional, considerando um custo de petróleo baixo (low) e outro alto (high), e na maioria dos cenários a melhor alternativa ficou com a energia eólica onshore, a não ser no cenário net zero com o petróleo baixo (low), que ficou com a energia eólica offshore. O trabalho apresenta todas as combinações de cenários para os métodos utilizados.
Ficha do documento
- Tipo
- Dissertação
- Ano
- 2021
- Instituição
- Fundação Getulio Vargas
- Fonte
- Repositório da FGV
- Idioma
- Português
- Acesso
- Acesso aberto
- Identificador
- oai:repositorio.fgv.br:10438/30703
- Palavras-chave
- Economia da energiaTransição energéticaOperadoras de petróleoEstratégia de operadoras de petróleoFontes de energia renovávelAnálise de investimentoTomada de decisãoTeoria das opções reaisMétodo binomial multiperíodo em tempo discretoOpção de esperaVPL tradicionalEnergy economicsEnergy transitionMajor Oil & Gas companiesOil & Gas company’s strategyRenewable energy sourcesInvestment analysisDecision makingReal option valuationBinomial method in discrete timeTiming optionTraditional NPVEconomiaEnergia - ConservaçãoEnergia - Fontes alternativas - BrasilIndústria petrolífera - Investimentos - BrasilRecursos energéticosOpções reais (Finanças)
Conteúdos relacionados
- DissertaçãoAnálise de projeto de parque eólico e oportunidades em alto mar para empresas de óleo e gás no BrasilFundação Getulio Vargas · 2021
- DissertaçãoCaptura e armazenamento de carbonoFundação Getulio Vargas · 2025
- DissertaçãoAspectos econômicos da cadeia de valor do hidrogênioFundação Getulio Vargas · 2023
- DissertaçãoAvaliação da competitividade econômica da produção de hidrogênio verde no BrasilFundação Getulio Vargas · 2025