Câmbio fixo ou flexível?
Cysne, Rubens Penha
O documento é disponibilizado pela fonte de origem, que mantém a versão integral e as condições de uso.
Resumo
No Encontro Nacional de Política Monetária e Cambial ocorrido em dezembro de 1997, um convidado argumentou que a instabilidade da demanda por moeda pós-Real sugeria câmbio fixo. O artigo lembra que se a esta instabilidade se soma a instabilidade do fluxo de capitais internacionais, o câmbio flexível pode ser mais adequado. O artigo é interessante por deixar claro que os elevados juros do Copom neste ano de 2005 teriam que ser ainda muito mais elevados se a economia não operasse com câmbio flexível. Primeiro, porque neste caso a poupança externa vem a socorro da interna automaticamente, sempre que os juros se elevam um pouco (em outras palavras, a oferta de poupança é mais elástica). Segundo, com câmbio fixo a existência usual de defasagens acrescenta ao diferencial de juros uma expectativa de desvalorização que passa a exigir juros internos mais elevados.
Ficha do documento
- Tipo
- Artigo científico
- Ano
- 1997
- Instituição
- Jornal O Globo
- Fonte
- Repositório da FGV
- Idioma
- Português
- Acesso
- Acesso aberto
- Identificador
- oai:repositorio.fgv.br:10438/19614
- Temas
- Economia
Conteúdos relacionados
- Artigo científicoCâmbio e orçamentoJornal O Globo · 2006
- DissertaçãoUma estimativa da taxa de câmbio de equilíbrio fundamental para Brasil e Coréia do Sul, 1974-85Fundação Getulio Vargas · 1994
- Artigo científicoDemocracia requer comedimentoFundação Getulio Vargas · 2019
- OutroSistemas democráticos não impedem tirania entre gerações - vídeoFGV EPGE · 2019