Banco, compulsórios e imposto inflacionário no Brasil
Cysne, Rubens Penha
O documento é disponibilizado pela fonte de origem, que mantém a versão integral e as condições de uso.
Resumo
No Brasil, os compulsórios eram elevados antes do Real para que o setor público se apropriasse das transferências inflacionárias obtidas pelos Bancos. E, imediatamente após o Real, para que o setor público se apropriasse da elevação de senhoriagem. Já era tempo, entretanto, de estes compulsórios terem sido reduzidos, para ajudar na redução do spread bancário. A abordagem fiscalista (acima descrita) não faz mais sentido, desde a queda da inflação. Controle fino da oferta monetária (como pensou Friedman ao defender compulsórios de 100%) também pertence ao passado. Hoje em dia o curto prazo da política monetária baseia-se no juro interbancário. Os compulsórios sobre depósitos à vista são ainda bem mais elevados no Brasil do que nos países desenvolvidos. Não há motivo.
Ficha do documento
- Tipo
- Artigo científico
- Ano
- 1999
- Instituição
- Revista Conjuntura Econômica
- Fonte
- Repositório da FGV
- Idioma
- Português
- Acesso
- Acesso aberto
- Identificador
- oai:repositorio.fgv.br:10438/19592
Conteúdos relacionados
- Artigo científicoOpinião: a inflação volta?Jornal do Brasil · 1999
- Artigo científicoAlongamento da dívida públicaJornal Estado de São Paulo · 1997
- Artigo científicoUS$ 9 bilhões a menos com queda da inflaçãoGazeta Mercantil · 1995
- Artigo científicoBancos ganham com imposto inflacionárioJornal do Brasil · 1993