A regulação do investimento estrangeiro direto e suas implicações para o caso brasileiro
Guimarães, Bernardo Costa Peterli
O documento é disponibilizado pela fonte de origem, que mantém a versão integral e as condições de uso.
Resumo
Nas últimas décadas o Brasil adotou uma exitosa política de atração do capital estrangeiro, a qual pode ser atestada pelo fato de que, em 2017, fomos o 4º maior receptor de investimento estrangeiro direto no mundo. A necessidade de aumentar a taxa de investimento no país, bem como financiar os nossos déficits de transações correntes, são as principais razões para que essa política seja tão ativa. Não obstante, a ausência de controle sobre o ingresso dos investimentos estrangeiros não permite ao país avaliar os impactos que os mesmos têm sobre o desenvolvimento e a sua aderência aos interesses nacionais e à construção de nossa autonomia, defesa nacional, tecnologia ou sustentabilidade da balança de pagamentos. Sendo assim, o Brasil vai na contramão da tendência mundial, que tem sido a de criação ou fortalecimento de instrumentos que regulem o ingresso do investimento estrangeiro justamente com o fito de garantir que os mesmos cumpram com esses objetivos. O grande motivador para o fortalecimento desses controles tem sido a participação da China no cenário internacional com a implementação do programa “China 2025”, cujo objectivo é permitir que esse país se torne um player relevante em setores como aeroespacial, robótica, circuitos integrados ou de energias renováveis a partir, inclusive, da aquisição de empresas internacionais que detenham essas tecnologias. O presente trabalho busca, portanto, discutir e analisar se o Brasil possui um marco regulatório para o ingresso do investimento estrangeiro adequado para o desenvolvimento do país e que leve em conta os interesses nacionais. Para tanto, apresentamos como o investimento estrangeiro direto pode impactar o país, como a China tem se apresentado no panorama internacional e como isso vem se refletindo na regulação ao capital estrangeiro, em especial, em países como EUA, União Europeia, China, Austrália e Canadá, e, por fim, como o Brasil tem se preparado e quais poderiam ser os mecanismos por ele utilizados para melhorar o uso desses recursos em prol do seu desenvolvimento.
Ficha do documento
- Tipo
- Dissertação
- Ano
- 2018
- Instituição
- Fundação Getulio Vargas
- Fonte
- Repositório da FGV
- Idioma
- Português
- Acesso
- Acesso aberto
- Identificador
- oai:repositorio.fgv.br:10438/27361
- Palavras-chave
- Foreign direct investmentMultinationalsGlobal value chainsDevelopmentRegulationIndustrial policyInvestimento estrangeiro diretoMultinacionaisCadeias globais de valorDesenvolvimentoRegulaçãoPolítica industrialDireitoInvestimentos estrangeirosEmpresas multinacionaisComércio - RegulamentaçãoGlobalização - Aspectos econômicos
Conteúdos relacionados
- OutroTributação internacional e sua relação com investimento estrangeiro diretoFundação Getulio Vargas · 2016
- DissertaçãoRegulação intrafederativa multinível do saneamento básico e os mecanismos de coordenação e cooperaçãoFundação Getulio Vargas · 2022
- DissertaçãoDeveloping and applying a smart city for development modelFundação Getulio Vargas · 2018
- Artigo científicoConectando la teoría regulatoria y la economía heterodoxa para la implementación efectiva de la política industrialEscola Nacional de Administração Pública - Enap · 2025