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Estudo

A Política fiscal e as taxas de juros domésticas nos países emergentes

Moreira, Ajax Reynaldo Bello; Rocha, Katia Maria Carlos

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Resumo

O objetivo deste trabalho é analisar o efeito da política fiscal sobre as taxas de juros domésticas, utilizando um painel de 23 países emergentes no período de 1996 a 2008. Entre os países analisados, estão África do Sul, Argentina, Brasil, Bulgária, Cazaquistão, Chile, China, Colômbia, Egito, Equador, Filipinas, Hungria, Índia, Indonésia, Malásia, México, Peru, Polônia, Rússia, Tailândia, Turquia, Ucrânia e Venezuela. Foram utilizadas diversas taxas de juros domésticas, relativas a dois bancos de dados: i) International Finance Statistics (IFS): government bond yield, deposit rate, discount rate/bank rate, treasury bill rate, money market rate; e ii) J.P.Morgan (2006): yield do índice Government Bond Index – Emerging Markets. A variável fiscal baseou-se na medida de austeridade fiscal proposta por Fávero e Giavazzi (2004) para a necessidade de financiamento do governo, que leva em consideração a acumulação de superávit primário necessário para manter a relação dívida/produto interno bruto (PIB) constante. O resultado principal mostra que não é possível rejeitar a hipótese de que a austeridade fiscal determina o nível das taxas de juros, e que o efeito tem o sinal esperado, ou seja, um aumento de 1% na acumulação do superávit primário reduz a taxa de juros em aproximadamente 100 pontos-base em média – uma estimativa coerente com estudos similares realizados em países emergentes.

Ficha do documento

Tipo
Estudo
Ano
2009
Instituição
Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
Idioma
Português
Acesso
Acesso aberto
Identificador
oai:repositorio.ipea.gov.br:11058/2620
Licença
Licença Comum
Abrangência
Países emergentes; 1996-2008

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