A mobilidade social dos negros brasileiros
Osorio, Rafael Guerreiro
O documento é disponibilizado pela fonte de origem, que mantém a versão integral e as condições de uso.
Resumo
Neste trabalho, a literatura sobre as relações raciais e suas consequências para a formação da estrutura socioeconômica brasileira é visitada em dois períodos. Primeiro, nas décadas de 1940 e 1950, quando se solidificou, a princípio, a ideia de democracia racial; e, quase concomitantemente, a crença no poder integrador do desenvolvimento econômico, esta defendida até mesmo por aqueles que jamais chegaram a acreditar no mito da ausência de preconceito. Depois, a partir do fim da década de 1970, no declínio do intenso período de industrialização e urbanização verificado após a Segunda Grande Guerra, quando começaram a surgir estudos baseados em evidências estatísticas mais sólidas e de representatividade nacional. De forma unânime, a despeito das diferenças nas abordagens metodológicas, esses novos estudos revelaram que o desenvolvimento econômico e a mobilidade social, por este gerada, não haviam contribuído para alterar a situação dos negros na sociedade brasileira.
Ficha do documento
- Tipo
- Estudo
- Ano
- 2004
- Instituição
- Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
- Fonte
- Repositório do Ipea
- Idioma
- Português
- Acesso
- Acesso aberto
- Identificador
- oai:repositorio.ipea.gov.br:11058/1869
- Licença
- Licença Comum
- Abrangência
- Brasil; 1940-1950; 1970-2003
Conteúdos relacionados
- LivroBrazil’s new middle classesIpea · 2014
- LivroStructural change of social classes and stratums and its implications for China’s future social developmentIpea · 2014
- EstudoIntergenerational mobility and regional inequality in BrazilIpea · 2026
- LivroReflexos da ampliação da participação do setor de serviços na estrutura ocupacional sobre a evolução da estrutura de classes sociais no Brasil e regiões (2012-2023)Ipea · 2026