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Estudo

A Economia das filas no Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro

Marinho, Alexandre

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Resumo

Não existem avaliações sistemáticas sobre o Sistema Único de Saúde (SUS) no Brasil sobre os prazos de espera para internações, consultas ou exames nem sobre o número de pessoas que aguardam nas filas para serem atendidas. Tampouco existem avaliações oficiais dos custos desses procedimentos. Na experiência internacional, essas avaliações não são desprezadas, e os países ricos publicam, na internet, dados bastante detalhados a respeito do tema. As filas são um resultado do descompasso entre a demanda e a oferta, visto que o sistema de preços não é o mecanismo determinante da produção e do consumo de bens e produtos em saúde. No caso do SUS, a causa das filas é determinada em três âmbitos: i) governamental, que decide
 o tamanho do orçamento geral da saúde; ii) autoridades individuais e instituições
 médicas, científicas, jurídicas e empresariais atuantes no setor, que decidem os benefícios e os custos das internações; iii) profissionais de saúde, principalmente
 os médicos, que decidem quais são as necessidades clínicas dos pacientes. A demora
 no atendimento exerce impactos negativos significativos no bem-estar dos pacientes e
 familiares envolvidos e gera custos adicionais importantes ao sistema de saúde,
 incluindo o desprestígio social.

Ficha do documento

Tipo
Estudo
Ano
2009
Instituição
Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)
Idioma
Português
Acesso
Acesso aberto
Identificador
oai:repositorio.ipea.gov.br:11058/1595
Licença
Licença Comum
Abrangência
Brasil

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